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Flexionamento do Cavalo – Reunião

Iniciei a tentativa de equitar de maneira certa, com técnica, já bem tarde, sendo mulher madura. Mas isto nunca arrefeceu meu ânimo de tentar o melhor, montar com técnica. E lembro-me perfeitamente de que uma das coisas que mais me cativaram a ponto de procurar saber sobre o assunto foi o fato de ter assistido uma reprise olímpica com uma amazona alemã montando um lindíssimo animal.

Fiquei surpresa, encantada, mas isto é pouco, fiquei maravilhada com aquele verdadeiro balé onde dois pareciam um só e onde o cavalo obedecia obviamente a vários comandos sem que nada se pudesse perceber de longe. Sintonia mais que perfeita!

Este efeito ao mesmo tempo provocou em mim a constatação de que, embora amando cavalos desde criança, jamais houvera visto nada semelhante. E daí me perguntei: Como isto ocorre ? Por que este modo de montar dá este resultado tão ímpar?

A resposta só poderia ser uma : técnica, entender-se tão bem com o animal que se monta que a partir de certo momento os dois se fundem num único indivíduo.

Mas até ali ainda não pudera constatar que o caminho era tão longo...

É sim, equitar com maestria é algo dificílimo mas possível e vale à pena. Estou longe do meu sonho mas todo caminho, por mais longo que seja, inicia-se com o primeiro passo. Então os leitores do Pérolas devem ser como eu, tentando assimilar uma a uma as etapas deste percurso e para tal necessitamos não só ter aulas com gente especializada mas ler sobre o assunto pois aqui existe muito terreno a ser discutido.

E “pescando” os textos da Desempenho encontrei o início de um debate sobre flexão do cavalo e reunião.

O forólogo Wagner Guimarães na msg 5299 de 12/09/02 tenta tirar suas dúvidas e pede ajuda

Caros Amigos, gostaria de saber a verdadeira razão de praticarmos uma equitação onde procuramos um posicionamento de pescoço obliquo e uma cabeça flexionada? Seria uma posição de reunião do cavalo? Quanto tempo é razoável que ele se mantenha nesta posição? Quais são as melhores formas de colocarmos um animal nesta posição? Alguém desaconselha o uso do "martin gall" (escrevi como pronuncio)? As rédeas flexoras que usamos no curso de "doma racional" do Desempenho pode ser uma forma para buscar essa posição?

coçadinhas,
Wagner Guimarães

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Não demorou muito e um dos participantes mais ativos escreveu um longo texto explicativo que vem a seguir . Foi a msg 5303 do dia 13/09/02 de Renato (Hildes).

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Olá Wagner,

1) Imagine ou faça um desenho sobre cartolina de um cavalo com posição de cabeça e pescoço flexionados. Depois imagine ou faça um desenho do mesmo cavalo com a cabeça esticada e pescoço sem flexão. Agora recorte os desenhos e faça um pêndulo com o dedo na barriga, na posição da cincha. Qual cavalo estará mais equilibrado? Na minha opinião, buscamos a posição de cabeça/pescoço flexionada para conseguir mais equilibrio. Se um cavalo tem seu maior peso corpóreo na frente, na equitação, temos que tentar transferir o peso para a parte de trás, pois são dos posteriores que vem a impulsão e frente deve estar leve para a mudança de ritmo e direção.

2) A posição flexionada sugere o estado de reunião do cavalo, mas como tudo "depende", nem sempre um cavalo flexionado está reunido. Quem veio (passado) da doma tradicional como eu, onde se quebrava queixo, sabe bem do que estou falando. Alguns potros com menos de duas semanas chegam a se encapuzar tanto a ponto de encostar o queixo no peito, mas de longe este cavalo está reunido. Ele está apenas fugindo da pressão do freio ou barbicacho que lhe é imposto sem piedade.

3) Quando o cavalo está maduro e fisicamente preparado, o cavalo pode permanecer nesta posição todo o tempo que estiver "trabalhando". Nos momentos de descanso, saída de pista, pausas, etc, deixa-se o cavalo a vontade para relaxar a musculatura. Nos potros novos, o tempo de trabalho reunido, varia muito e deve ser gradativo a sua condição mental e física. Normalmente o próprio potro nos mostra seu limite e temos que ficar atentos, liberando-o ao primeiro sinal (vocês lembram do caso da potra Morena (do amigo Duda) - ela não foi liberada a tempo, no incidende da boleada que botou o ginete no hospital).

4) A melhor forma de pôr o cavalo em posição, creio, seria fazendo flexões verticais e laterais, lenta e gradativamente. Piruetas a 180º tb são ótimas, desde que os posteriores fiquem fincados no chão e não os anteriores.

5) O uso de martingal ou seus derivados deveria ficar restrito. Não é o caso de usar, mas como usar. Prefiro trabalhar sem nada para não impedir alguns movimentos naturais. A gamarra fixa, particularmente, acho horrível ...

6) Infelizmente ainda não fiz o curso de adestramento primário e secundário na Desempenho, por isso desconheço as rédeas flexoras mencionadas, por isso não posso opinar.

Wagner, espero que tenha ajudado um pouco ...

Embora esteja amoitado a tempo, por vários motivos, tenho acompanhado os debates sempre que posso, e poderia dizer que o fórum está ótimo ! É uma rara oportunidade aprender com vocês !

Grande abraço, Renato (Hildes) Pomerode – SC

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Também a instrutora de adestramento Kate Barcelos entrou na argumentação e enviou um texto sobre o mesmo assunto na msg 5316 de15/09/02, falando com muita propriedade.

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Amigo Wagner

Quando procuramos o posicionamento adequado de um cavalo durante o exercício devemos levar em consideração o cavalo como um todo e não apenas ver as partes (só cabeça, por exemplo), pois o posicionamento de cabeça é decorrente do flexionamento corporal do animal. Ele não deve se a causa e sim conseqüência de um trabalho sobre três bases : Contato,apoio e Descontração do maxilar. Isto tudo aliado ao movimento para frente que em hipótese alguma pode deixar de existir. Existem vários graus de flexionamento do cavalo e de acordo com eles a posição da cabeça é alterada, quanto maior a reunião deste cavalo mais elevada se tornará a base do pescoço mantendo o flexionamento de nuca ,e ao mesmo tempo maior será o engajamento dos posteriores e o flexionamento dorso-lombar. A razão de procurarmos flexionar nossos cavalos até atingirem esta posição(lembrando que os graus diferem de cavalos iniciantes até trabalhos mais avançados)é um modo de tentar devolver a beleza de movimentos que ele tinha quando em liberdade, ou seja, procurar a melhor forma de fazer com que o cavalo execute os movimentos que queremos dele de forma mais fácil e agradável para ele."Se você tentar correr com uma mochila pesada nas costas sem inclinar seu corpo um pouco para frente, terá seus movimentos de pernas tolhdos (pouca amplitude de passada), menos velocidade (rendimento e regularidade), e um pouco de dor nas costas. É isso que ocorre com cavalos não (ou mal) flexionados. Quanto aos enredeamentos especiais que v. citou, é no mínimo necessários um•conhecimento prévio e consolidado das três bases que citei acima, pois com elas v. conseguiria normalmente essa posição sem precisar de artifícios .Estes se mal empregados(ou no momento errado) podem até agravar seu problema.

Um Grande Abraço
Kate

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Como as coisas não são fáceis, muito pelo contrário, lá na frente, msg 5938, Patrícia Bicudo pede orientação sobre o tema, sob o título Adestramento, Encurvatura e Flexionamento à Claudia Leschonski, que veremos a seguir.

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Cláudia,

Acabei de ler seu artigo sobre encurvatura e flexionamento. Em primeiro lugar gostaria de dizer que está muito bem escrito (como tudo o que vc escreve) e é bastante didático e de facílima compreensão (vc tem esse dom com as palavras).

Bom, acontece que a minha cabeça está meio confusa agora (tenho que digerir um pouco o artigo), mas a dúvida principal é a seguinte: quando eu flexiono o meu cavalo eu costumo abrir a rédea do lado que eu quero flexionar...então meu cavalo vem com o pescoço para o lado. Ele vem com a cabeça inteira e não simplesmente vira o pescoço e entorta o "bico" (entende o que eu quero dizer?) Sempre achei que era isso o flexionamento do cavalo. Isso porque o flexionamento não diz respeito só a coluna, mas tb a toda a musculatura lateral do cavalo.

Pelo seu artigo não é bem assim. Isso é um ponto de vista ou, na equitação/adestramento tradicional o flexionamento é conceituado dessa forma? Aí o exercício que eu faço e chamo de flexionamento não seria um flexionamento e sim alguma outra coisa (alongamento, sei lá....).

E este tipo de exercício que eu te descrevi realmente serve como um alongamento para a musculatura lateral do cavalo ou isso não tem base técnica nenhuma???

Help me! A fumaça do cérebro tá escapando pelos ouvidos!!!!

Obrigada,

Patrícia B. Barbosa

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No meio do caminho Renato (Hildes) se associa à Patrícia Bicudo e fala de suas incertezas enquanto aguarda a resposta da Cláudia. msg 5944 de 07/11/02.

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Oi Patricia,

Também estou ansioso pela resposta da Claudia L. Enquanto isso, gostaria de engrossar o caldo!

Uma coisa é certa, a definição de "flexionamento" é controvertida. Venho fazendo os dois exercícios (flexionamento e encurvatura) e sempre chamei, errôneamente, tudo de flexionamento. Como nunca fiz uma aula sequer de adestramento, não poderia dizer, TEORICAMENTE, para que servem estes exercícios. Na PRÁTICA, no entanto, trabalhar a encurvatura do cavalo, criando um arco homogêneo desde a ponta do focinho até a garupa, trás benefícios estupendos no equilíbrio do cavalo. Ele aprende a distribuir seu peso corretamente nas quatro patas. Isto é básico, mas como bem disse a Claudia, o básico nem sempre é simples, pelo contrário. Normalmente o cavalo tem um lado menos habilidoso e neste lado ele tende a cair de paleta ou sair de paleta. Ou ainda, sair com os posteriores, fazendo uma segunda linha.
Já no flexionamento, o objetivo/resultado é outro. Flexionar o pescoço sem deixar encurvar a coluna, além de trazer algum suposto fortalecimento da musculatura e trabalhar a aceitação e descontração do cavalo, coloca-o em posição para inicar outros movimentos, como andar para os lados ou iniciar um spin. Isso ajuda muito tb quando o cavalo tem dificuldade de deixar o posterior interno como pivô, numa pirueta.

Ainda bem que os cavalos tem uma capacidade enorme de nos entender, mesmo quando pedimos de forma errada ...

Saudações de Santa Catarina, Renato Hildebrandt

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Msg 5947 de Patrícia Bicudo

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Cláudia,
Vi a Paula falando o mantra: da perna interna para a rédea externa. A rédea de fora é o meu maior problema, tenho consciência disso. Aliás, li um artigo bem legal sobre a rédea externa: no site da Horse Magazine, na parte de Clincs: The Magic of the Outside Rein.
Bem...o seu artigo foi objeto de discussão com a Paula na aula dessa manhã. Acho que a resposta vem do que vc disse: todas as escolas são válidas desde que o cavalo trabalhe corretamente e feliz.
De qualquer forma as figuras e o conteúdo do artigo são realmente didáticos. Jóia! Foi um ótimo começo.
Outra coisa: não ficou longo não. Deu pra captar tudo direitinho. See you,

Patrícia B. Barbosa

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Patrícia Bicudo msg 5948

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Oi Renato,

Acho que vc já viu a resposta da Cláudia e a minha vai meio tarde. O artigo da Cláudia foi objeto de discussão com a minha professora de adestramento hoje na aula.
Acho que o conceito de flexionamento abrange alguns exercícios para uns e outros para outros...é um problema de conceituação.
Bom, as figuras ilustram bem o tema tratado no artigo, mas descobri que aquele exercício mais radical (radical no sentido de pedirmos ao cavalo que ceda mais a cabeça para o lado) serve realmente para alongar os músculos (então seria uma espécie de alongamento e não flexionamento).
Bom, te sugiro a leitura do texto no site da Horse Magazine (Clinics: The Magic of the Outside Rein). Bom, a rédea de fora é o meu maior problema...estou trabalhando nele e por isso achei o artigo legal.

Bom, deixa eu voltar para as minhas consultorias e petições.
Um abraço paulistano,
Patrícia

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Mensagem Renato

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Oi Patricia,

Também estou ansioso pela resposta da Claudia L. Enquanto isso, gostaria de engrossar o caldo! Uma coisa é certa, a definição de "flexionamento" é controvertida. Venho fazendo os dois exercícios (flexionamento e encurvatura) e sempre chamei, errôneamente, tudo de flexionamento. Como nunca fiz uma aula sequer de adestramento, não poderia dizer, TEORICAMENTE, para que servem estes exercícios. Na PRÁTICA, no entanto, trabalhar a encurvatura do cavalo, criando um arco homogêneo desde a ponta do focinho até a garupa, trás benefícios estupendos no equilíbrio do cavalo. Ele aprende a distribuir seu peso corretamente nas quatro patas. Isto é básico, mas como bem disse a Claudia, o básico nem sempre é simples, pelo contrário. Normalmente o cavalo tem um lado menos habilidoso e neste lado ele tende a cair de paleta ou sair de paleta. Ou ainda, sair com os posteriores, fazendo uma segunda linha.
Já no flexionamento, o objetivo/resultado é outro. Flexionar o pescoço sem deixar encurvar a coluna, além de trazer algum suposto fortalecimento da musculatura e trabalhar a aceitação e descontração do cavalo, coloca-o em posição para inicar outros movimentos, como andar para os lados ou iniciar um spin. Isso ajuda muito tb quando o cavalo tem dificuldade de deixar o posterior interno como pivô, numa pirueta.

Ainda bem que os cavalos tem uma capacidade enorme de nos entender, mesmo quando pedimos de forma errada ...

Saudações de Santa Catarina,

Renato Hildebrandt

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Msg 5950 do Cavalier

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Primeiramente e necessário saber-se oque se busca.Existem flexões laterais do ""rachis"(coluna) que visam o endireitamento do cavalo,bem como seu maior engajamento. Existem as flexões diretas e indiretas do pescoço,que visam auxiliar na descontração do maxilar (busca da leveza)...

A amiga , me parece , esta usando apenas uma rédea de abertura ou de primeiro efeito.Esta e a redea ativa. Entretanto a outra radia (aparentemente passiva) tem enorme importância nesta colocação para que isso possa ser chamado de algum tipo de flexionamento. Ela será reguladora desta inflexão ...Este movimento, dependendo da posição das pernas, fará com que a curva seja feita com a garupa para dentro ou para fora . Ai começamos a flexionar a coluna , bem como procurar produzir maior engajamento dos posteriores Entretanto esta jamais sera a melhor redea para isso. Mas já e alguma coisa ...A amiga Claudia poderá te informar mais .
Desculpem esta pequena intervenção mas não me contive, pois essas duvidas sempre me emocionaram

Cavalier

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Na msg 5945 em 07/11/02, Claudia Leschonski se prolonga na explicação no texto a seguir.

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OI Patrícia e Renato,

agradeço os elogios e o feedback sobre a matéria. Estou meio totalmente na correria, então por enquanto minha resposta vai deixar a desejar; semana que vem, procurarei mandar material adicional, para esclarecer a matéria.

Enquanto isso, vou lhes contar por que escolhi este tema... o texto na verdade não é de minha autoria, mas traduzido e ligeiramente adaptado do manual da FN alemã. Acontece que até janeiro de 2001, ou seja, há menos de dois anos, eu também confundia inteiramente os conceitos de flexionamento e encurvatura, também, confesso, nas aulas que dava. Aí veio um alemão, mega-mestre e etc de adestramento, dar uma clínica na Universidade do Cavalo, e sempre falava que "existe flexionamento sem encurvatura mas não existe encurvatura sem flexionamento". Só aí é que me toquei de minha ignorância, com certeza compartilhada por diversos instrutores de equitação, até pela falta de acesso que temos a instrução & material didático de qualidade, aqui em nosso país. Por isso quando me deparei com este texto, achei que seria uma boa contribuição para o novo site da Desempenho.

Sugiro que vocês dêem uma boa olhada nas duas ilustrações, que explicam a diferença melhor que texto. Reparem na direção de deslocamento do animal em relação a sua coluna! Reparem também na posição "errada" de flexionamento, com o pescoço duro (projetado) na face interna, ou seja, o pescoço como que curvado para fora mesmo que a face esteja olhando para dentro, e o "tombamento" característico da crista da crina. Muito típico quando queremos obter flexionamento no lado mais difícil do cavalo. Tudo isso são erros comuns, especialmente quando queremos exagerar o flexionamento, pensando em encurvatura.

Reparem também que a ação da perna externa é essencial para obtenção da encurvatura.

Renato, não li suas observações com calma e ponderação, mas me parece que estejam essencialmente certas. Para que servem os exercícios, é fácil - imagine um carro numa curva, em que as rodas dianteiras virem de acordo com a curva, enquanto as rodas e a metade posterior do carro teimariam, "magicamente", em seguir para frente. O que aconteceria se o carro estivesse em alta velocidade? Isso é o cavalo forçado a trabalhar em curvas e círculos (e sempre estamos em curvas, a não ser que viajemos eternamente em l inha reta) sem estar corretamente encurvado. O flexionamento é como que um exercício imprescindível de relaxamento e distensão para conseguir o resto. Como faríamos trabalho em duas pistas,

mesmo o mais básico (ceder à perna) sem flexionamento? Como obter engajamento e reunião crescentes sem os trabalhos em duas pistas?

Patrícia, deixa eu pensar com mais tempo na sua pergunta, mas o "virar a frente para o lado" parece um exercício mais estilo western, onde este tipo de exercício e flexionamento realmente é praticado, por exemplo no one-reined halt. Não esqueça de que existem muitas escolas e linhas de equitação, todas válidas, desde que o cavalo trabalhe contente, satisfeito e em progresso constante. Nem mesmo os alemães são donos da verdade universal... mas se considerarmos a escola "clássica européia" de equitação, sem dúvida flexionamento e encurvatura são o que está descrito no artigo, sem mais nem menos. Parece-me que você esteja talvez usando força demais na rédea interna? Releia a parte do artigo onde diz que "o apoio da rédea externa é mais intenso que o da interna", ou coisa que o valha. Exagerar a força na rédea interna e deixar escapar a externa é o maior problema de 90% dos cavaleiros até o nível de iniciante/intermediário, com o efeito de pesar na espádua e deixar escapar o posterior. Repitam comigo: DA PERNA INTERNA PARA A MÃO EXTERNA. Este é o mantra. É a mão externa onde o cavalo deve se apoiar, a interna só conduz.

(Renato, essa parte das rédeas é para embocadura bridão com apoio constante, ou freio-bridão de quatro rédeas, ok? Não vale para freio western, re´dea de pescoço, etc.)

Putz, ficou longo demais...

Tchauzinho,

Claudia

 

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